COMPOSTA NO BAIRRO

Este é um programa destinado a incentivar a Compostagem Descentralizada, em áreas distribuídas pelas cidades, disseminando informação e sensibilizando os moradores para a grave questão da destinação de nossos resíduos. Foi objeto do TCC apresentado no curso de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, na Unicamp, por nosso diretor José Furtado.

O reaproveitamento da matéria orgânica por meio da compostagem realizada nas imediações da fonte geradora pode reduzir drasticamente o volume de resíduos destinados a aterro sanitário.

Parte importante do projeto é o trabalho de conscientização da população quanto a esta questão, facilitando seu acesso a informação técnica e suporte adequados, assim como se familiarizando com as Estações de Compostagem, onde possam conhecer o processo.

Outras ações positivas são as educacionais destinadas a cidadãos de todas as idades e classes sociais voltadas para a redução da geração de resíduos orgânicos assim como para a melhoria da qualidade alimentar. Tratando de formas de aproveitamento máximo dos alimentos, do incentivo à agricultura biológica e da compostagem.

Um piloto do Projeto foi implantado na vila São João, em Barão Geraldo, Campinas onde trabalhamos junto a órgãos municipais e aos moradores do pequeno bairro com intuito de fomentar o conhecimento do processo de compostagem e a implantação de uma unidade comunitária, gerida pelos próprios moradores, em área pública local.

Na fase de diagnóstico foi possível observar que restos domiciliares da poda de jardim são ensacados pelo morador, e indevidamente coletados junto com o lixo comum, eram então destinados ao aterro sanitário. Esta prática tem diversos aspectos negativos:

– impacta nos custos de coleta e transporte deste material;
– Impacta na vida útil do aterro sanitário;
– onde passa a ser fonte geradora de gases de efeito estufa.

Outra prática igualmente adversa é a deposição de galhos e restos da poda nas calçadas, em áreas públicas ou, pior ainda, nas margens dos corpos d’água, onde:

– atraem e proliferam vetores;
– facilitam a proliferação de mosquitos;
– entopem tubulações pluviais;
– provocam enchentes;
– além da aparência desagradável.

Um diagnóstico simples foi capaz de evidenciar que estamos tratando de um problema complexo cuja solução não é única e perpassa diversos stakeholders: o cidadão, o poder executivo e o poder legislativo municipais. Pouco se pode avançar sem políticas públicas que definam claramente as obrigações dos moradores quanto aos resíduos que gera; sem a atuação educativa e de fiscalização do poder público; e, sem a sensibilização e participação do cidadão.

O esforço em envolver estes atores para juntos trabalharem pela implantação e uso das Estações de Compostagem Distribuídas pode trazer benefícios como:- redução do trânsito de caminhões de lixo pela cidade;

– redução do custo da coleta e transporte, pela redução do volume;
– redução do volume depositado nos aterros;
– consequente aumento da vida útil do aterro sanitário;
– participação cidadã do morador com impacto no ambiente da comunidade;
– geração de renda para trabalhadores locais;
– geração de adubo orgânico de excelente qualidade;
– redução do uso de fertilizantes químicos nas residências.


Caso haja interesse em conhecer com mais detalhes este Projeto, suas demais fases e potencialidades, entre em contato conosco, estamos aptos a dar suporte à elaboração de projetos e à sua implementação em todas as fases.

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